A decoração interior
A decoração interior da capela do Sagrado Coração foi particularmente cuidada, tanto durante a primeira construção como após a sua ampliação.
As colunas de toda a capela, com exceção do coro, foram revestidas de um azul de França salpicado de flores-de-lis de ouro. Inversamente, as do coro têm um fundo de ouro e flores-de-lis azuis.
Os capitéis, com variados modelos de folhagem, são castanhos e dourados; enquanto os arcos que sustentam são azuis e cor de ferrugem. Entre estes últimos foram fixados os brasões das diferentes obras do Instituto.
A parte superior das paredes da nave recebeu uma ornamentação mais simples de carácter geométrico: grandes retângulos separados por faixas florais encerram cruzes em torno das quais se enrolam serpentes. (Isto alude à serpente de bronze, em referência à vitória de Jesus sobre o mal).
Os vitrais
Louise Thérèse esteve muito atenta à escolha dos vitrais para a capela. Eis um extrato da sua correspondência: “Já estamos a recolher informações para os vitrais, altares, etc.; sonhamos com um vitral para a ogiva, por cima do altar, representando o nosso Senhor a mostrar o seu Coração”.
O vitral do Sagrado Coração está colocado no centro da capela, atraindo assim a atenção de todos os que nela entram, para que o seu olhar se oriente para Ele. A imagem do Sagrado Coração pretende ser atraente para tocar os corações, para “subjugar as almas”. Para tal, a sua mão está estendida para o mundo, como que para atrair a Si aqueles que se deixarem seduzir.
Os seis vitrais situados na parede à esquerda e à direita da nave da capela foram colocados entre 1913 e 1923.
Louise Thérèse, a Fundadora da Piedosa União, é representada de pé. As suas vestes são as conhecidas pelas raras fotografias da época. Com um terço na mão e uma pequena órfã ao seu lado. O fundo apresenta-nos a capela que ela mandou construir.
Nos painéis superiores da vidraça, por cima de um arco polilobado, dois acólitos incensam um ostensório, recordando a obra dos Samuels e da Adoração Reparadora.
São José, segurando um lírio na mão. É, segundo a expressão de Marie Thérèse de la Bruyère, “Pai e Protetor da Piedosa União”.
As transformações devidas à ampliação da capela fazem com que a parte inferior do vitral esteja escondida, impedindo assim a leitura do nome do mestre vidreiro e do brasão de D. Penon.









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